Reuniões de trabalho, compensam?

É fato que quando se trata de decisões sobre a gestão da vida profissional ou de um empreendimento a estratégia de avaliação deve sempre se basear na comparação entre prejuízos e benefícios possíveis. Em um contexto tão competitivo como o do mercado atualmente, somado a rotina tumultuada, o gerenciamento adequado de tempo é imperativo para que bons resultados surjam. Especialmente sobre esse tema é vital atentar-se para a participação em reuniões, ainda que nem todos trabalhem em um ambiente executivo tradicional nos quais esses encontros são constantes, é pertinente deter o conhecimento sobre como lidar melhor com essas situações.

Primeiramente, é necessário reiterar que os encontros entre um patrão ou gestor e sua equipe de trabalho são importantes e devem ocorrer sistematicamente por constituírem uma oportunidade de alinhar o trabalho individual, fortalecer as ações coletivas e dar espaço para que os funcionários sejam ouvidos. Assim, essa rotina cabe, mediante as devidas adaptações, a qualquer empresa. Contudo, o tradicional caráter enfadonho das reuniões de trabalho é totalmente prescindível e deve ser superado a fim de que bons resultados sejam obtidos.

Conseguir desempenhar uma boa liderança e conduzir uma reunião da maneira mais produtiva e com duração apropriada não é uma tarefa fácil e exige um certo conjunto de habilidades que devem estar sob contínuo aprimoramento. Nesse sentido, alguns segredos para cumprir esse intento são enumerados no site Entrepreneur, em inglês. Em resumo, é fundamental que o líder de um encontro desse tipo saiba realizar uma escuta apropriada, sem julgamentos, e com elogios a boas práticas. Esse último ponto é vital tendo em vista que muitas reuniões são, habitualmente e equivocadamente, um espaço para que sejam feitas correções e críticas ao trabalho de determinado profissional ou da equipe.

Realizar um encontro com toda essa maestria e de modo a obter todos os benefícios possíveis já é uma meta louvável, contudo, tudo isso deve transcorrer em um período de tempo e rotina convenientes a realidade dos envolvidos. É com essa preocupação que a revista Harvard Business Review Brasil realizou uma completa matéria na qual aborda a realidade e perspectivas de gestores e funcionários sobre reuniões, além de apresentar propostas para a mudança das realidades desfavoráveis.

Assim, é necessário considerar dentro da realidade de cada empresa o quanto esses encontros têm sido produtivos frente ao aspecto do trabalho individual, do trabalho coletivo e de ambos. Isso se justifica pelo fato de que, se ocorrem com grande frequência ou possuem uma extensão grande que não corresponde aos benefícios produzidos, as reuniões podem se tornar um fardo para toda a equipe. Por essa razão não é incomum que profissionais usem como recursos computadores e smartphones para continuarem desempenhando seus trabalhos pessoais durante o encontro.

Portanto, o estereótipo, muito fomentado pela ficção, de que um empreendedor de sucesso tem sua rotina baseada em reuniões constantes e extensas está em declínio. Pelo contrário, a flexibilidade é cada vez mais entendida como a responsável por produtividade.