Pequenas iniciativas com grandes resultados

ideia

No cenário atual de turbulência econômica por que passam o país e o mundo, o debate sobre a problemática do emprego-desemprego tem assumido grande relevância no âmbito das políticas públicas da área e do mundo empresarial.

Segundo levantamento periódico, realizado pelo Sebrae com base no Caged – Cadastro Geral de Emprego e Desemprego, as médias e grandes apresentaram em fevereiro uma amarga redução de 26,6 mil vagas de emprego. Indo na direção contrária, as micro e pequenas empresas representaram um aumento de 54 mil vagas com carteira assinada, sendo inclusive seu segundo mês consecutivo de sucesso.

No entanto, mesmo que esta atual performance das micro e pequenas empresas represente animadores números, isto não nos confere uma segura retomada de crescimento econômico, posto que é algo que depende de fatores condicionantes de micro e macro dimensões e de ordens interna e externa da economia.

O setor de serviços é o que mais tem criado postos de trabalho, e em seu leque o destaque vai para os serviços em educação, que criaram 20,7 mil novos empregos, e imediatamente abaixo aparecem a indústria de transformação e a de calçados e têxteis.

Estes dados são bastante elucidativos para reafirmar que o Brasil é um país cujo povo tem um perfil empreendedor. Cotidianamente são descobertas inciativas de iniciaivas deste porte em diversas áreas, sobretudo no setor de serviços, e não exclusivamente como saída da problemática do desemprego, mas pela capacidade inventiva e de respostas à análise do cenário das demandas reprimidas ou de serviços cuja oferta precisa ser reeditada para atender a contento ao principal objetivo dos negócios: a satisfação do consumidor por um serviço que represente uma solução para seus problemas.

Este setor têm uma capacidade notável de gerar emprego e renda à população, colaborando significativamente para a diminuição das desigualdades sociais, pois estão presentes em bairros e grandes centros urbanos, inclusive das cidades do interior, absorvendo o contingente de profissionais, desempregados ou subempregados, excluídos do mercado mais amplo de trabalho, e incluindo o contingente etário de trabalhadores entre 40 e 50 anos.

Dada sua relevância por colaborar a longo prazo para o crescimento econômico e, mesmo sendo favorecida pela desburocratização administrativa, jurídica e tributária, é imprescindível que neste cenário de turbulência econômica, que entre outros danos aprofunda as desigualdades sociais, seja ainda mais facilitado, por exemplo, o acesso a linhas de crédito em condições mais “respiráveis” para que sejam iniciativas mais longevas.

Ter um espírito empreendedor que dê respostas positivas e criativas, não só à economia, mas aos dramas sociais dela decorrentes, é o perfil que se faz imprescindível, sobretudo no momento político e econômico atual, e as micro e pequenas empresas se revelam cada vez mais como pequenas iniciativas que geram grandes resultados.