Netflix aumenta o preço nos EUA e ações sobem

Sempre que o serviço de streaming Netflix anuncia algum reajuste no valor de suas mensalidades, imediatamente surgem muitas críticas por parte dos assinantes. Contudo, da mesma forma que desagradam os usuários da plataforma, o aumento de preços costuma ser visto com bons olhos pelos investidores da empresa.

Em outubro, após anunciar o aumento nos preços de alguns planos para os usuários do serviço nos Estados Unidos, as ações da empresa tiveram um aumento de mais de 5%.

O motivo dessa reação por parte do mercado de investidores se dá pelo fato de que, quanto maior for a receita da empresa, maiores são os recursos que a Netflix possui para investir na produção de filmes e séries próprias, como é o caso dos sucessos The Crown, Stranger Things e 13 Reasons Why.

Ao longo do ano de 2018, a companhia já declarou que pretende investir US$ 7 bilhões de dólares somente na produção de conteúdo próprio. Até então, o gasto anual médio da Netflix com essas produções tem girado entorno de US$ 6 bilhões.

Em relação ao reajuste nos preços, a partir de agora, os novos usuários do serviço nos Estados Unidos terão que pagar US$ 10,99 para assinar o plano Padrão, que anteriormente custava US$ 9,99. Já o plano mais caro, o Premium, que permite assistir as produções em resolução de vídeo 4K e em quatro dispositivos simultaneamente, o valor aumentará de US$ 11,99 para US$ 13,99.

No Brasil, o último aumento no preço das mensalidades aconteceu no mês de julho de 2017, quando o preço do plano Padrão, que era de R$ 22,90 aumentou para R$ 27,90, e o plano Premium subiu de R$ 29,90 para R$ 37,90.

De acordo com os analistas, ainda não existe um consenso acerca de qual impacto esse aumento dos preços irá causar na conquista de novos assinantes. No segundo trimestre de 2016, a Netflix utilizou o seu último reajuste como justificativa para o crescimento abaixo do esperado no número de novos usuários. As estatísticas mais recentes da empresa, divulgadas em meados de 2017, indicam que o serviço tem cerca de  51,9 milhões de assinantes nos Estados Unidos e 52 milhões de assinantes nos outros países.