Esclarecimentos sobre a fratura de quadril e seu risco para pessoas idosas, por Dr. Sergio Cortes

A fratura de quadril é considerada o tipo mais austero de lesão óssea, ocorrendo principalmente na região peritrocantérica, podendo ser traumas de grande ou pequena intensidade. É provocada em sua maioria por quedas e forte impacto, danificando a estrutura óssea do quadril e prejudicando a mobilidade das articulações na área, comprometendo em partes ou totalmente a execução de diversas tarefas cotidianas. Reporta o médico ortopedista Dr. Sergio Cortes.

Com alterosa taxa de mortalidade em idosos, a fratura de quadril apresenta um grande risco para indivíduos de idade avançada, sendo que muitos dos casos dessas lesões resultam em óbito. Sendo também responsável por metade das internações em pronto socorro.

Em uma pesquisa realizada entre o mês de outubro de 2007 e o mês de Março de 2009, a qual consistia em avaliar a taxa de mortalidade dentro de um ano em pacientes com fratura de quadril. Foram estudados 202 de 367 pacientes internados no Hospital Cristo Redentor. Relatou-se que a taxa de mortalidade após um ano a partir do diagnóstico foi de 28,7% (58 óbitos), e desse valor, 5,4% (11 óbitos) ocorreram no momento da internação.

A taxa de fraturas foi mais elevada em indivíduos do sexo feminino, sendo 71,3% dos casos, e menos comuns em negros, sendo 5% dos casos. Pessoas diagnosticadas com demência e depressão apresentaram significativa redução de sobrevida, noticia Sergio Cortes.

Sergio Cortes recorda que tais lesões podem ser classificadas como traumáticas, atraumáticas ou motivada por causas idiopáticas.

As lesões traumáticas são extremamente graves, sendo uma das poucas emergências ortopédicas que se tem conhecimento. São provenientes de impactos, traumas regionais, luxações e procedimentos cirúrgicos. O diagnóstico precoce e a redução imediata são extremamente necessários nesses casos.

Já as lesões atraumáticas são provenientes de doenças, como artrose, artrite reumatóide, lúpus eritematosos, doença de Gaucher, entre outros.

O ortopedista Sergio Cortes também relata que a fratura de quadril representa um dos mais prevalentes tipos de lesões nessa área. Podendo ser classificada de acordo com a determinada região anatômica a qual atinge. Podendo ser fraturas do acetábulo: sendo graves e complexas, geralmente ocorrentes em indivíduos politraumatizados e são causadas por forte impacto; fraturas do colo do fêmur: representando 45% das fraturas de quadril. Podendo prejudicar o aporte sanguíneo da cabeça femural, causando necrose; fraturas extracapsulares: ocorrem entre o grande e o pequeno trocânter e também são muito comuns em indivíduos idosos.

Dentre os principais tratamentos noticiados por Sergio Cortes, o tratamento cirúrgico se mostra essencial e apresenta várias técnicas como a fixação de parafusos na área do quadril, haste intramedular e a fixação de parafuso condilar dinâmico. Portanto, a artroplastia, a osteossíntese e a pinagem são os procedimentos cirúrgicos principais no tratamento dos demais quadros de fratura de quadril. Nos casos mais graves, o processo cirúrgico deve ter início o mais rápido possível.

Há também a terapia farmacológica, este procedimento deve ser realizado com bifosfonatos ou calcitonina, cálcio ou suplementos de vitamina D.

Por conta da maioria dos casos serem por quedas e fortes impactos, aconselha-se que indivíduos idosos se mantenham longe de áreas de risco.

Fontes:

http://www.pgsskroton.com.br/seer/index.php/reces/article/view/40

http://pgsskroton-dissertacoes.s3.amazonaws.com/0ea42baf1fc9ba649229ac10b5cf9973.pdf