Empreendedorismo corporativo: quem são os profissionais qualificados?

O conceito de empreendedorismo gira em torno de gerir de forma autônoma as próprias habilidades no intuito de obter autorrealização, seja pelo retorno financeiro, seja por se fazer o que gosta. Além da perspectiva pessoal, tal conceito também existe também dentro das organizações, chamado empreendedorismo corporativo, ou também intraempreendedorismo, através do qual um novo perfil de profissional passa a ser procurado.

Trata-se de uma dimensão do empreendedorismo do qual as empresas se utilizam, almejando manterem-se no mercado, contratando pessoas capazes de reinventar processos e manter o negócio sempre em ritmo de inovação. Essas organizações requerem que o profissional mantenha atualizadas constantemente suas técnicas, e desenvolva uma proatividade capaz de agregar inovação, crescimento nos negócios e sustentabilidade organizacional.

Consequentemente, o mercado de trabalho se torna mais exigente com essa nova demanda. Candidatos às vagas precisam se adaptar ao novo perfil demandado, carregando consigo as características que qualificam o perfil empreendedor, quais sejam: inovação, disposição em correr riscos, visão holística, criatividade e, em muitos casos, espírito de liderança.

As empresas estão inseridas em um ambiente de agressiva competitividade e só vence quem faz a diferença. Através de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para executivos (IDCE), a Revista Exame fez um levantamento sobre as cinco qualidades dos profissionais mais disputados por empresas, sendo que todas elas compõem o perfil do profissional empreendedor: visão ampla do negócio; tempo e vontade de ir além de suas atividades; atitude; espírito de liderança; e criatividade. Percebeu-se que o conhecimento técnico já não basta mais e o sucesso bate às portas de profissionais que se destacam também pelo comportamento.

Nesse sentido, o desafio do profissional empreendedor pode ser entendido, portanto, como a capacidade de explorar recursos e materiais, novos ou existentes, introduzir ou obter melhor aproveitamento de produtos e serviços, criação de novas formas de organização e otimização de processos e, consequentemente, da organização.

Para que as empresas possam usufruir desse também chamado empreendedorismo corporativo, é necessário investir no ambiente, na renovação estratégica e na exploração de novos negócios. É preciso garantir que os colaboradores estejam motivados a propor suas ideias e também que tenham os recursos necessários para manterem-se qualificados, capacitados e alinhados à realidade do mercado.

Empreendedores são importantes não apenas na criação do negócio, mas também em organizações já consolidadas. Esse perfil é que permite enxergar pontos fortes e aqueles a serem melhorados, buscando minimizar erros e multiplicar resultados favoráveis.