Empreendedores como Nizan Guanaes são os novos ídolos da juventude pós-crise

Hoje em dia, em época de crise econômica, apesar do desânimo geral, muitos procuram como uma saída o empreendedorismo, assim não só superando a crise num âmbito pessoal, mas também contribuindo para que o país saia dela. E é neste cenário em que os grandes homens dos negócios ficam cada vez mais em destaque, ganhando mais e mais seguidores, pessoas dispostas a ouvir suas dicas e respectivas histórias de vida. Dentre eles, alguns até escrevem livros, enquanto outros são colunistas e dão palestras, como é o caso de Nizan Guanaes, um empresário e publicitário brasileiro, de 58 anos, que é também sócio e co-fundador do Grupo ABC de Comunicação. Para quem não sabe, trata-se do maior conglomerado de comunicação da América Latina e o 18º do mundo, holding que também reúne, ao todo, 18 empresas, tanto de marketing e publicidade, quanto de conteúdo e entretenimento.

 

É justamente esse tipo de histórico profissional que tanto atrai ouvintes e leitores para Nizan Guanaes, ao ponto de, além dos diversos prêmios já recebidos, ter sido convidado para ser o paraninfo de uma turma de formandos em Administração de Empresas, lá na Bahia, onde o mesmo nasceu, iniciou sua carreira como redator publicitário e também se formou no mesmo curso superior que o desses formandos, pela Universidade Federal da Bahia. Na ocasião, fez um longo discurso, onde deu vários conselhos, como o de que não deveriam esses jovens pautarem suas vidas, nem suas carreiras, pelo dinheiro, mas antes amarem o ofício, procurando sempre fazerem o melhor, vindo então o dinheiro como consequência.

 

Em outra ocasião, dessa vez no Day1, Nizan Guanaes contou um momento muito tenso em sua vida, que mais parecia uma tragédia, mas que depois fez com que ele “virasse o jogo”, por assim dizer. O ano era o de 1990, mais precisamente o mês de março, e ele tinha acabado de conseguir um investimento monetário altíssimo para uma ideia sua, foi quando então o governo Collor congelou esses recursos, dando-lhe um “choque de realidade”, que até o deixou de cama por um dia. E é nesse momento que ele diz ter algo “estalado” em sua mente, a conclusão de que ele teria de levantar, pois a solução para os seus problemas não viria até ele sozinha. Assim, Nizan Guanaes concluiu o raciocínio, definindo o empreendedorismo como a gestão dos sonhos de cada um, dizendo também ser a resiliência e a capacidade de aprender não só com os seus próprios erros, como também com os dos outros.

 

Com tantos conselhos, todos frutos de experiências de sucesso ou de superação de fracassos, Nizan Guanaes, não à toa, também se tornou uma voz opinativa sobre a área que diz amar, conseguindo então a honra de ser colunista da Folha de São Paulo, na seção “Mercado”. Honra esta que não foi a única de sua vida, dados os vários prêmios que já recebeu, como o de ter sido eleito, em 2009, pela Revista IstoÉ, o Empreendedor do Ano na Comunicação. Sendo eleito também, no ano seguinte, 2010, como um dos cinco brasileiros mais influentes do mundo, dessa vez pela Financial Times.