Como um desastre inspirou um negócio multimilionário

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Serge Godin lembra o evento que lhe deu o impulso e determinação para ter sucesso na vida – assistir o negócio de seu pai queimar. Tudo aconteceu no Canadá, quando ele tinha 17 anos na época, o ano era 1966 e, como o negócio de seu pai não tinha seguro, a família perdeu tudo.

Sendo uma das nove crianças criadas na parte rural do Quebec, o Sr. Godin, juntamente ao lado de seus irmãos, de repente teve que ganhar dinheiro para ajudar seus pais a pagar as contas e manter um telhado sobre a cabeça da família.

Então, o Sr. Godin começou a trabalhar em um supermercado no período noturno, logo depois que ele saia da escola e, em seguida, conseguiu um emprego aos sábados em um estabelecimento que fazia limpeza a seco.

Ambicioso para dirigir sua própria empresa, nos anos 20 ele usou suas economias de C$ 5.000 (US$ 3.800) para iniciar um negócio de informática que ele chamou de Conseillers en Gestion and Informatique (CGI). Traduzido do inglês, isso quer dizer: Sistemas de Informação e Consultores de Gerenciamento.

Hoje, o Grupo CGI é um gigante global de sistemas de TI que desfruta de receita anual de C$ 10 bilhões, enquanto a fortuna pessoal de Godin é estimada em US$ 1,5 bilhão. Agora, com 67 anos de idade e com a presidência da empresa, ele relata: “Eu não queria voltar para a situação de quando perdemos tudo. Isso provavelmente é o que me levou a construir CGI”.

Depois de obter um diploma de informática da Universidade Laval na cidade de Quebec, e de trabalhar alguns anos em duas empresas, Godin lançou o CGI em 1976, quando ainda tinha 26 anos. Sem poder fazer grandes investimentos, ele começou o negócio em sua garagem. Depois de alguns meses, Godin recebeu ajuda de um amigo que quis se juntar ao negócio. Logo no seu primeiro ano, a CGI gerou uma receita de C$ 138.000.

A partir desse início modesto, a CGI cresceu de forma constante desde então, já que Godin continuou a seguir uma política de crescimento ambicioso. Na aquisição mais recente da empresa, a CGI comprou a sua rival europeia Logica por C$ 2.7 bilhões em 2012. Isso mais do que duplicou a força de trabalho do CGI, que aumentou de 31 a 68 mil funcionários.

Hoje, seus clientes comerciais incluem empresas como a mineira Rio Tinto, a fabricante de pneus Michelin, o grupo de companhias aéreas Air France-KLM e o aeroporto Heathrow de Londres. A CGI também trabalha para 22 dos maiores bancos do mundo e tem 2.000 contratos governamentais em todo o mundo.

Godin, que reduziu sua carga de trabalho diária em 2006, quando mudou de executivo-chefe para presidente, diz que o negócio continuou a crescer rapidamente. “Nós pensamos que podemos dobrar o tamanho da empresa novamente dentro de 5 a 10 anos”, diz ele.