O sucesso que vem das cidades do interior

É muito comum encontrar nos grandes centros industriais e comerciais de nosso país empresas muito bem-sucedidas, que conquistaram seu espaço no mercado e que de certa forma devem parte de seus créditos à cultura comercial a qual estão inseridas, pois o giro mercadológico, ou seja, a urgência comercial em efetivar movimentos de compra e venda requerem um “time” mais ágil a fim de suprir as demandas das regiões metropolitanas em relação a cidades com menores números de habitantes.

É evidente que este é o ciclo natural das relações comerciais, lei da oferta e da procura, maior volume de vendas em locais com maior concentração de empresas e pessoas e ainda entre outras coisas, menores despesas de frete em função de distancias mais curtas.

Todos esses fatores sem dúvida alguma são muito importantes e às vezes até determinantes para se ter sucesso nos negócios, seja ele qual for nicho de atuação ao qual a empresa esteja inserida,

Em contrapartida contrariando todas essas máximas, é perfeitamente possível encontrar empresas que criaram modelos de negócios que sobreviveram à aridez de seus terrenos e que com paciência e perseverança, conseguiram superar em escalas astronômicas as expectativas de seus fundadores.

Ainda é comum encontrar em pequenos centros como cidades de interior, uma ou outra história de sucesso empresarial, que geralmente teve seu inicio de maneira muito humilde, onde em sua grande maioria um patriarca de família motivado pela necessidade de amparar os seus descendentes, abriu um pequeno comércio no início dos anos 1960 ou 1970, e que em seu tempo era um dos poucos em sua região a conseguir atender à demanda da pequena cidade.

Muitas destas pequenas empresas puderam crescer exponencialmente e se tornaram grandes ferragistas, cerealistas entre outros, e puderam incorporar frotas de veículos à suas empresas e hoje fazem sua própria distribuição e sendo assim foram capazes de maximizar muito seus lucros criando assim empresas solidas que detêm ótimas fatias do mercado em que atuam.

Porém muitas dessas empresas ainda preservam de maneira muito forte suas culturas familiares e em muitos casos são paternalistas e resistentes a incorporar métodos inovadores em seus processos e muitas vezes o ego dos gestores ainda é seu principal rival na busca por um desenvolvimento mais significativo e geração de negócios mais sustentáveis.

Com as constantes mudanças do cenário econômico brasileiro e com consumidores cada vez mais exigentes, ninguém mais pode ser dar ao luxo de preservar maus hábitos cultivados no tempo em que as mudanças eram mais lentas.

 

Luciana Lóssio destaca sobre a importância da participação feminina na política

Segundo informações divulgadas pela União Interparlamentar, uma organização internacional que é responsável pela supervisão dos parlamentos dos Estados, o Brasil continua bem distante de atingir uma boa colocação no quesito representatividade feminina na política. Entre os quase 200 países analisados pela organização, o Brasil está na 116ª colocação, o que significa que existe ainda um longo caminho para que o país consiga ser mais igualitário na questão de gêneros no parlamento nacional.

Essa questão das mulheres ainda possuírem uma participação muito limitada na política brasileira, tanto em cargos no Poder Executivo, como também no Poder Legislativo, serviu como fator para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criasse ações de conscientização sobre o tema, que divulgassem ainda mais esse debate nacional e promovesse a representatividade feminina.

De acordo com a ministra do TSE, Luciana Lóssio, essas ações divulgadas pelo tribunal já têm trazido alguns resultados, sendo possível observar alguns avanços positivos nesse debate. A ministra ressaltou que tendo sido cada vez mais comum ver esse tema sendo discutido nas rodas de amigos e familiares, o que tem contribuído para que as pessoas reflitam melhor sobre o assunto e entendam a importância de uma maior representatividade feminina na política do país.

Luciana Lóssio destacou ainda que o Tribunal Superior Eleitoral tem trabalhado em prol de uma fiscalização contínua para ter certeza que os partidos políticos estão cumprindo a cota mínima de pelo menos 30% de candidatas mulheres nas eleições. Apesar desse fato estar previsto pela Lei Eleitoral 9.504/1997, essa cota mínima ainda é descumprida por alguns partidos, o que leva o TSE a redobrar sua fiscalização em época de eleições.

Nesse momento, as mulheres estão ocupando cerca de 10% dos cargos políticos no país, o que deixa o Brasil em posição inferior a alguns países de origem muçulmana no quesito da participação de mulheres na política. Para a ministra Luciana Lóssio, uma das razões para esse cenário é o fato de ainda existir um ambiente bastante desfavorável dentro de alguns partidos políticos no que diz respeito a candidaturas de mulheres, um problema que precisa ser remediado com urgência.

Luciana Lóssio cursou Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), e se formou bacharel de Direito em 1999, tendo passado na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) logo em seguida. Desde o principio de sua trajetória profissional, ela demonstrou interesse em se especializar na subárea do Direito com foco no Comportamento Político, especialmente nos Estudos Eleitorais e de Partidos Políticos, sendo esse o tema em que ela tem o maior domínio.

Juntamente com o seu cargo de ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio também é integrante do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) e conselheira do Conselho Nacional dos Direitos Humanos. Além disso, ela é prestigiada no meio acadêmico por ter produzido duas obras relevantes, “Infidelidade Partidária para cargos majoritários – Análise de um caso concreto”, que foi publicada no ano de 2009 e ainda “Proclamação dos resultados e diplomação”, que é a sua publicação mais recente.